(... may(be) not..) "Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?" Álvaro de Campos
domingo, abril 20, 2008
Há um novo verbo no nosso vocabulário, o verbo "bitchar"!
E não pense o caro que está relacionado com insectos, animais, ou "bitcheza" do género.
Nem tão-pouco com um substantivo ofensivo da língua inglesa (se é que os substantivos podem ofender).
"Bitchar" é o verbo correspondente ao acto de mirar, ver, assistir, presenciar.
Portanto para além dos já famosos e até um pouco fora de moda "vistes?" e "bistes?" ou até o próprio e original "viste?", temos o novo e incontornável vocábulo "bitch?".
Uma fusão maravilhosa da língua inglesa e portuguesa, que abrilhanta um pouco o nosso português e até lhe dá um ar mais moderno!
A partir de agora vou certamente corrigir o meu antigo vocabulário e adoptar estas distorções da nossa língua mãe. Só para ser mais original.
(expressão ouvida da boca de uma "vizinha" a bordo do comboio urbano Porto-Braga)
quarta-feira, abril 09, 2008
Ao ritmo que isto vai...
Para chegar a determinado produto alimentício tenho de abrir o meu saco das compras (de plástico), depois abrir a embalagem (de plástico) na qual ele vem, e seguidamente
o seu pequeno e higiénico invólucro, também este de plástico.
Não sei porquê, mas isto soa-me a exagero...
terça-feira, abril 08, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
Aqui está frio demais para apostar em mim.
Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
música aqui
sexta-feira, março 14, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
bebendo certezas de um copo vazio
Não acredito em definitivos. O único fim é a morte.
Talvez tenha a ver com a morte dos meus pais. Talvez.
Tudo é tão relativo que a vida acaba por ser uma questão de sorte.
Estamos cá porque nos deixam.
Esta não é a nossa casa, e somos constantemente lembrados disso.
No fundo, somos inquilinos mal aceites, mas habituámo-nos ao movimento inconstante do limbo. Enganámo-nos e fingimos sorrisos, fugimos de nós e refugiámo-nos na nossa loucura. Inventamos verdades, inventamos convicções (e fingimos sorrisos). Inventamos constância na inconstância e sorrimos à dor.
Tudo é um nada. E uma nada tão grande que nos suga a alma e nos faz acreditar que há algo mais, que tudo é tanto mais.
A racionalidade é a causa da minha morte.
(texto escrito há tanto tempo)segunda-feira, fevereiro 11, 2008

torço-me e contorço-me envolta num mar de teorias