Gostava mesmo que a minha cozinha fosse uma daquelas cozinhas dos programas de televisão, super equipadas e em que os ingredientes estão sempre à mão e é só abrir o frigorífico que está sempre tudo lá, desde os legumes mais esquisitos à fruta mais exótica e fora de época que seja possível imaginar. Mas, infelizmente, para conseguir ter essas coisas tenho de as ir comprar, o que me corta um bocado o esquema.
É só por causa disso que cada dia cá em casa não é um festim de iguarias. Só mesmo isso.
(... may(be) not..) "Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?" Álvaro de Campos
quinta-feira, junho 23, 2011
quarta-feira, junho 15, 2011
Canções intemporais
Por mais que ouça versões desta música, não consigo gostar de nenhuma para além da original, nesta espécie de cântico/choro... E é assim que gosto de a ouvir, tal e qual como numa cassete do Zeca Afonso que para aqui anda, já gasta e com o som alterado de tão velhinha.
quarta-feira, junho 01, 2011
Coisas giras por cá
Ando assim sem muito tempo para passar por aqui.
Mas ainda tenho tempo para ver coisas giras e fazer um belo de um link.
Pois aqui vai ele.
quinta-feira, maio 26, 2011
As mãos repousadas no regaço tocam o tecido áspero da saia de fazenda grossa,
no silêncio escuro da solidão que enche a casa.
Os ponteiros do relógio ressoam insistentes. O ar frio da sala.
Trémula, a mão calejada
avança para o calendário preso na parede e desenha uma cruz a vermelho.
Falta menos um dia.
É já quase sábado.
Pensa um sorriso, as emoções abandonaram há já algum tempo o seu semblante,
exceptuando as lágrimas fugidias que por ele deslizam, nas tardes em que decide pegar
no envelope, já tão amassado, com fotografias a preto e branco de pessoas
com fatos de cerimónia
em poses cerimoniosas.
É já quase sábado.
É já quando:
o motor do carro a cortar o silêncio da rua
a porta do carro a fechar, enquanto os pequenos passos apressados
a campainha
e finalmente o sorriso largo
a pequena mão contra a sua
tantas histórias para ouvir
tantas palavras a espantar as teias de aranha, a semana longa, pesada e vazia
o luto carregado e as memórias dos que não partem
as horas e os compassos do tempo só
É já quase vida.
É já quase sábado.
no silêncio escuro da solidão que enche a casa.
Os ponteiros do relógio ressoam insistentes. O ar frio da sala.
Trémula, a mão calejada
avança para o calendário preso na parede e desenha uma cruz a vermelho.
Falta menos um dia.
É já quase sábado.
Pensa um sorriso, as emoções abandonaram há já algum tempo o seu semblante,
exceptuando as lágrimas fugidias que por ele deslizam, nas tardes em que decide pegar
no envelope, já tão amassado, com fotografias a preto e branco de pessoas
com fatos de cerimónia
em poses cerimoniosas.
É já quase sábado.
É já quando:
o motor do carro a cortar o silêncio da rua
a porta do carro a fechar, enquanto os pequenos passos apressados
a campainha
e finalmente o sorriso largo
a pequena mão contra a sua
tantas histórias para ouvir
tantas palavras a espantar as teias de aranha, a semana longa, pesada e vazia
o luto carregado e as memórias dos que não partem
as horas e os compassos do tempo só
É já quase vida.
É já quase sábado.
domingo, maio 22, 2011
sexta-feira, maio 20, 2011
quinta-feira, maio 19, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
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