domingo, novembro 11, 2012

Isabel Jonet e a tampa da sanita

Não percebo porque é que toda a gente se indignou com a presidente do Banco Alimentar contra a Fome.
Não é que concorde e que ache muito bem o que ela disse, só acho que cada um tem o direito de dizer a borrada que quiser, e que o mundo não deve parar por causa disso. O fato de isto armar tanta polémica só pode indicar que anda toda a gente muito melindrada.
É como a discussão da tampa da sanita. Toda a gente faz grande alarido, que morar com rapazes é uma confusão porque deixam a tampa da sanita para cima ou para baixo e que isso é terrível. Concordo que pode fazer alguma confusão, mas não me parece que seja motivo para discussões, ou para alterar o eixo normal de rotação do planeta (a menos - e parece-me que é muitas vezes este o caso - que haja já uma longa história de problemas). Se é para discutir, se é para perder as estribeiras, se é para a Terra alterar o seu eixo de rotação, ao menos que seja por um motivo verdadeiramente importante. Até lá, continuemos concentrados no que há de bom na vida.

*reparei agora que o título ficou um bocado ao estilo "Anita no campo" ou "Anita e a ovelha bebé". Whatever.

domingo, outubro 28, 2012

Como se sentir um alien numa tasca da cidade do Porto

Peça salada num restaurante onde a especialidade é bife com batatas fritas e papas de sarrabulho.

terça-feira, outubro 23, 2012

Porque hoje andei com isto na cabeça


E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão Ferreira

segunda-feira, outubro 22, 2012

Coisas boas do Outono

- camisolas quentes
- chá e leite quente
- manhãs de sol morno
- cachecois
- lareiras
- tardes no sofa enroscada com uma manta
a ouvir a chuva a cair lá fora
- castanhas assadas

segunda-feira, outubro 15, 2012

Ora expliquem-me lá: quem é a farmacêutica que ao vender métodos contraceptivos junta folhetos de produtos como discos de amamentação, creme para mamilos sensíveis, bombas para retirar leite, e sacos para armazenamento e congelamento do leite materno?
É para reforçar a mensagem?
Fico confusa.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Há aquela altura em que as amigas que me rodeiam, aquelas que conheço desde pequenas, desde as falhas nos dentes e a escola primária, me começam a mandar mensagens a dizer "Acabei o curso!", "Começo a trabalhar dia x",etc. E quando isto acontece, eu penso embevecida naquele passado-distante-mas-tão-recente, dos recreios, das falhas nos dentes, e na senhora Advogada, na senhora Enfermeira, na senhora Professora que me manda agora mensagem, e não consigo deixar de me sentir orgulhosa delas, como uma mãe que vê as suas crianças a crescer e tornarem-se livres.

sábado, setembro 22, 2012

É de mim ou passei pelo David Fonseca no Pingo Doce de Celas?

terça-feira, setembro 18, 2012

Sentes que não tens vida social? Não te lembras da última vez em que fizeste uma refeição durante a semana que não passasse por sorver a comida à pressa? Sentes que não consegues dar a atenção necessária a amigos e família? Os dias passam à velocidade da luz e acabas sempre por te deitar mais tarde do que estavas à espera? Parece que há sempre mais coisas para fazer do que aquelas que realmente consegues fazer? Sentes que passas o dia inteiro no centro de saúde/hospital a fazer coisas mais inúteis quando devias estar a fazer outras mais úteis?
Parabéns.

Bem vindo ao 6º ano de Medicina.

sexta-feira, setembro 07, 2012

"Esboçava Theodor um raciocínio cauteloso acerca da probabilidade de o desemprego ter efeito tanto no instinto de violência como no instinto oposto (...) formulava Theodor a hipótese de que o bem e o mal têm origem na inactividade e no tédio e que, portanto, a actividade concreta, especializada, dirigida individualmente, provocava, pelo contrário, uma atitude moralmente neutra em relação ao mundo; a actividade - o trabalho propriamente dito - poderia ser, então, a forma de evitar os grandes horrores, os grandes massacres da História, aceitando-se, porém, ao mesmo tempo, que também assim desapareceriam as condições para o surgir de grandes acções e de homens santos."

in Jerusalém, Gonçalo M. Tavares