Não percebo porque é que toda a gente se indignou com a presidente do Banco Alimentar contra a Fome.
Não é que concorde e que ache muito bem o que ela disse, só acho que cada um tem o direito de dizer a borrada que quiser, e que o mundo não deve parar por causa disso. O fato de isto armar tanta polémica só pode indicar que anda toda a gente muito melindrada.
É como a discussão da tampa da sanita. Toda a gente faz grande alarido, que morar com rapazes é uma confusão porque deixam a tampa da sanita para cima ou para baixo e que isso é terrível. Concordo que pode fazer alguma confusão, mas não me parece que seja motivo para discussões, ou para alterar o eixo normal de rotação do planeta (a menos - e parece-me que é muitas vezes este o caso - que haja já uma longa história de problemas). Se é para discutir, se é para perder as estribeiras, se é para a Terra alterar o seu eixo de rotação, ao menos que seja por um motivo verdadeiramente importante. Até lá, continuemos concentrados no que há de bom na vida.
*reparei agora que o título ficou um bocado ao estilo "Anita no campo" ou "Anita e a ovelha bebé". Whatever.
(... may(be) not..) "Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?" Álvaro de Campos
domingo, novembro 11, 2012
domingo, outubro 28, 2012
Como se sentir um alien numa tasca da cidade do Porto
Peça salada num restaurante onde a especialidade é bife com batatas fritas e papas de sarrabulho.
terça-feira, outubro 23, 2012
Porque hoje andei com isto na cabeça
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão Ferreira
segunda-feira, outubro 22, 2012
Coisas boas do Outono
- camisolas quentes
- chá e leite quente
- manhãs de sol morno
- cachecois
- lareiras
- tardes no sofa enroscada com uma manta
a ouvir a chuva a cair lá fora
- castanhas assadas
- chá e leite quente
- manhãs de sol morno
- cachecois
- lareiras
- tardes no sofa enroscada com uma manta
a ouvir a chuva a cair lá fora
- castanhas assadas
segunda-feira, outubro 15, 2012
sábado, outubro 06, 2012
sexta-feira, setembro 28, 2012
Há aquela altura em que as amigas que me rodeiam, aquelas que conheço desde pequenas, desde as falhas nos dentes e a escola primária, me começam a mandar mensagens a dizer "Acabei o curso!", "Começo a trabalhar dia x",etc. E quando isto acontece, eu penso embevecida naquele passado-distante-mas-tão-recente, dos recreios, das falhas nos dentes, e na senhora Advogada, na senhora Enfermeira, na senhora Professora que me manda agora mensagem, e não consigo deixar de me sentir orgulhosa delas, como uma mãe que vê as suas crianças a crescer e tornarem-se livres.
terça-feira, setembro 18, 2012
Sentes que não tens vida social? Não te lembras da última vez em que fizeste uma refeição durante a semana que não passasse por sorver a comida à pressa? Sentes que não consegues dar a atenção necessária a amigos e família? Os dias passam à velocidade da luz e acabas sempre por te deitar mais tarde do que estavas à espera? Parece que há sempre mais coisas para fazer do que aquelas que realmente consegues fazer? Sentes que passas o dia inteiro no centro de saúde/hospital a fazer coisas mais inúteis quando devias estar a fazer outras mais úteis?
Parabéns.
Bem vindo ao 6º ano de Medicina.
Parabéns.
Bem vindo ao 6º ano de Medicina.
sexta-feira, setembro 07, 2012
"Esboçava Theodor um raciocínio cauteloso acerca da probabilidade de o desemprego ter efeito tanto no instinto de violência como no instinto oposto (...) formulava Theodor a hipótese de que o bem e o mal têm origem na inactividade e no tédio e que, portanto, a actividade concreta, especializada, dirigida individualmente, provocava, pelo contrário, uma atitude moralmente neutra em relação ao mundo; a actividade - o trabalho propriamente dito - poderia ser, então, a forma de evitar os grandes horrores, os grandes massacres da História, aceitando-se, porém, ao mesmo tempo, que também assim desapareceriam as condições para o surgir de grandes acções e de homens santos."
in Jerusalém, Gonçalo M. Tavares
in Jerusalém, Gonçalo M. Tavares
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