hoje esta música é muito bonita
(... may(be) not..) "Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?" Álvaro de Campos
sexta-feira, março 28, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Sou eu quem não quer ver que o tudo é tão maior
Aqui está frio demais para apostar em mim.
Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
música aqui
sexta-feira, março 14, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
bebendo certezas de um copo vazio
Não acredito em definitivos. O único fim é a morte.
Talvez tenha a ver com a morte dos meus pais. Talvez.
Tudo é tão relativo que a vida acaba por ser uma questão de sorte.
Estamos cá porque nos deixam.
Esta não é a nossa casa, e somos constantemente lembrados disso.
No fundo, somos inquilinos mal aceites, mas habituámo-nos ao movimento inconstante do limbo. Enganámo-nos e fingimos sorrisos, fugimos de nós e refugiámo-nos na nossa loucura. Inventamos verdades, inventamos convicções (e fingimos sorrisos). Inventamos constância na inconstância e sorrimos à dor.
Tudo é um nada. E uma nada tão grande que nos suga a alma e nos faz acreditar que há algo mais, que tudo é tanto mais.
A racionalidade é a causa da minha morte.
(texto escrito há tanto tempo)segunda-feira, fevereiro 11, 2008

torço-me e contorço-me envolta num mar de teorias
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Quando era mais nova, costumava sentar-me no telhado de minha casa, e ficar ali, a ler ou ouvir música, perto das árvores, perto dos pássaros, perto do céu.
Agora, que cresci, sou obrigada a ver o mundo de dentro, a desviar os olhos e a mente do céu, pôr os pés no chão, mecanizar o que me dizem. Ensinam-me a ser uma boneca envolta em dogmas e teorias inúteis, e a não perder tempo a sonhar em ser mais.
De que me serve saber porque o céu é azul se não o posso cheirar?