domingo, abril 25, 2010

os raios de sol passam timidamente
por entre os rasgos do manto cinzento
de nuvens que vai cobrindo o céu

acariciam o dorso das gaivotas
que povoam o areal àquela hora tardia
do dia de verão
a hora em que o silêncio do mar cala as vozes
confusas de quem olha o mar
e se deixa ficar
feliz por ser pincelada do quadro

às 18 horas e 40 minutos daquela tarde,
do banco de pedra fria,
enquanto um sorriso, vindo não
se sabe de onde, se desenha a passos lentos
no seu rosto,
o universo reconstrói-se,
tal como ele é,
sem ideal nem esperança

4 comentários:

Marcos Lemos disse...

Muito Bem! Será o universo um "sítio" sem ideal nem esperança? :P

blue.star disse...

Obrigada, Marcos, por me comentares os posts! É bom saber que ainda alguém aqui passa;)
Ah, e o universo parece ser mm um sitio sem ideal nem esperança, pelo menos foi o que o ÁLvaro de Campos disse no poema "Tabacaria"...

Eu? disse...

Olha, obrigadinha pela importância que me dás! Eu também aqui passo, só que sou demasiado preguiçosa para entrar na conta e decidi que comentar posts com o nome "AndreMD" ou "imagiologia" não era fixe.
Mas hoje cá vim, lutei contra esse bicho (preguiça) e comentei o teu blog! Yay!

Ps: amanhã quero aqui um agradecimento.

Eu? disse...

Ps2: gostei do poema.