segunda-feira, maio 01, 2006

.rest.





...lost in cheap delirium,
searching the neon lights
I move carefully...

too carefully, perhaps..


(a nossa cama está carregada de simbolismos)

terça-feira, fevereiro 14, 2006




L'aube se lève
Et le vie ce cortège défile
Tombe la neige
La danseuse se réveille, s'étire



Camille

(bela maneira de n dizer nada..:)

quinta-feira, janeiro 19, 2006

A colourful day



hoje o céu tá azul

=D

hoje eu acordei feliz...

segunda-feira, dezembro 26, 2005

XMAS SEASON


Hey ya!
I've been uninspired (se é k isto existe..:P)

os professores decidiram k os seus alunos
n tinham + nd k fazer durante 15 dias (a k se chama ferias!)
do que fazer trabalhos... :|


chega a altura d Natal
e chega o meu drama psicológico tb (eia, eu hj so invento!)

agr é ke se começa a pensar nos desfavorecidos, é época de ser solidário
e tal e coisa, ...
eles tao vivos no resto do ano, a passar pelo mesmo..
mas pra nós, que nos sentimos desconfortáveis e c pena deles durante o tempo em que aparecem na TV, pobrezinhos, que tristeza e tal,
pra dp voltar as nossas conversas sobre roupa, ou quanto custou e que trabalheira deu preparar o nosso jantar de natal,
eles só existem naqueles 5 minutinhos (se tanto!)
e depois enfiam-se nos seus buraquinhos, não perturbando mais a nossa paisagem..

Pah, faz-me impressão, eu tb tnho a mania de k sou capaz de mudar o Mundo

Mas 'then again, I'm not different from all of them'
também eu estou neste preciso momento em frente ao PC, dentro de mnha casa,
enquanto la fora chove...

É esta inércia k nos prende, que nos ata as mãos, que nos impede de avançar,
de mudar,...
Há sp os velhos do restelo "Nada muda, tudo passa"...

Mas não passa.




Merry Christmas to us all

terça-feira, dezembro 06, 2005

-Não se sentem tão bem quando são chamados de "menina linda"
por uma qualquer criança no autocarro?

"Muito, muito linda..."

Acho que até vou dormir melhor. :)

- Também relativamente a autocarros:
daqui a alguns anos os jovens vão ser proibidos de andar de autocarro
é um veículo destinado aos velhotes, pronto!
já agora quando entramos num, ficam eles todos a olhar de esguelha..
"Esta juventude.. têm a mania de ser jovens.."
Mas é sempre bom ouvir as histórias deles:
"-Entao, D.Maria?Tudo bem?
-Sabe como é, vai-se andando (esta é clássica)
Uns dias pior, outros dias melhor...
- Pois é...também vim da fisioterapia, e vou comprar agora um quilo de maçãs,
afinal tanto dá comprar nos hipermercados como nos mercadinhos, o preço é quase o mesmo"
(versão elaborada de "a vida está cara")
- É verdade, é... eu vou para o Centro de Saúde, vim agora da clínica.
- Pois, tem que ser...
- Tem que ser..."

Ora não está implícito no texto, mas está subentendida nesta conversa
uma competiçãozinha sobre quem é mais desgraçado/a.
"-Tenho uma dorzinha nas costas...
- É, eu tenho um calo no pé...
- Mas eu quase que não me consigo mexer...
- Eu até tenho o pé todo inchado...
- Pois, mas eu ando toda curvada!
- Eu não consigo andar!
- E eu não vejo o céu há 10 anos!"

E coisas assim. é engraçado, parece que isso lhes dá prazer.
"A maneira como o meu pé deita pus amarelos ou mais esbranquiçados,
depende do tempo" - bom tema de conversa, aliciante no minimo.

Bem, I rest my case for today

Vou mas é estudar Física e Química, que tenho exame nacional este ano
e ainda não me consegui convencer disso.

terça-feira, novembro 22, 2005




é como andar no deserto
sempre tao longe e tao perto

olho à minha volta, o mundo é tão incerto

Chuva
, Lucia Moniz

quinta-feira, novembro 03, 2005


Ao mesmo tempo, do outro lado da cidade
Luís estava disposto a descobrir qual o valor da vida
Sempre lhe tinham dito que só percebemos o
verdadeiro valor das coisas quando as perdemos...

Queria sentir a dor.
Por uma vez sentir verdadeiramente
o sabor do sangue,
o sabor da carne
sentir o ser,
despedaçando-se ,
libertando-se ,
despedindo-se de si.

quarta-feira, novembro 02, 2005


"O mistério das coisas, onde está ele?
Onde está ele que não aparece
Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?
Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?
E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra,
Porque o único sentido oculto das coisas,
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as coisas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.



Sim, eis que os meus sentidos aprenderam sozinhos:
As coisas não têm significação: têm existência.
As coisas são o único sentido oculto das coisas."

Alberto Caeiro

foto:www.olhares.com

sábado, outubro 22, 2005

“Paris, a cidade das casas rosadas com telhados escuros. Uma única, contínua multidão nela passa, em silêncio e invariavelmente depressa, ao encontro de nada, de ninguém. Não sei bem por que vim, nem por quanto tempo. Mas é como se estivesse de volta à minha vida, em trânsito para uma reconciliação final comigo. E de regresso a casa.”

É tão bom perdermo-nos no meio desta multidão apressada, “ao encontro de nada”. Só pelo simples prazer de fazer parte de alguma coisa, de não estar sozinhos no nosso propósito, de podermos dizer “Eu estou com eles!”. De parecer que sabemos para onde vamos, talvez assim nos convençamos disto mesmo.
Parar é morrer.
Respeitar horários, seguir os outros, tudo isto faz sentido (não faz?). Talvez nos consigamos enganar a nós próprios, e perdermo-nos na nossa mentira.

sábado, outubro 15, 2005

um começo


Manhã cinzenta.
Frio intenso.
Cá fora, o dia acontece....
Ao mesmo tempo que o mundo começa a acordar,
lava a cara com água gelada
e o seu olhar encontra o seu reflexo.
Estranha "a outra pessoa".
A cara sulcada pelas agruras da vida,
o olhar negro perdeu a intensidade de outrora
a boca caida, a pele de mármore,
sem pingo de vida.
O que resta sao as cicatrizes de uma vida passante.
Já não faz planos.
Mas hoje vai partir.
Já com a mochila verde-ocre ao ombro, transpõe o umbral da porta.
Fecha a porta, suavemente, atrás de si.
Em cima da mesa, um bilhete para pessoa nenhuma.
foto:www.olhares.com